Redes Sociais: quem quer vender?

Postado por Fabricio Gimenes | Categorias Notícias | Postado em 26-02-2010

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“We run this company based on data, not assumptions”, era a máxima utilizada por Larry Page e Sergey Brin, os fundadores do Google. Traduzindo a idéia, seria algo como: “nós construímos esta empresa baseado em dados, não em achismos”. Isso te diz alguma coisa?

A popularização da atuação de empresas em Redes Sociais reflete as mudanças que o mundo sofreu. A publicidade se reinventou. Vivemos num mundo onde a notícia agora é a propaganda e a propaganda está sempre virando notícia. E o que isso tudo quer dizer? Quer dizer que a forma como interagimos com o mundo mudou, conteúdo hibrido, relevante e ao alcance do mouse… a verdadeira revolução. E é sobre isso que vamos falar hoje. Sobre a era do alcance.

Há algumas semanas a AgênciaClick divulgou preciosos dados sobre a realidade das redes sociais e os perfis de usuários de internet ativos no país. Não há como negar o potencial existente em toda essa malha virtual. Contudo, como já dissemos aqui, é preciso saber onde pisar.

Na rotina de uma agência web freqüentemente somos indagados sobre como posso atrair mais visitantes para o um site, ou como a minha comunidade no Orkut pode ganhar mais usuários? E tantas outras do gênero.

Seria muito cômodo caso houvesse uma fórmula aplicável a todos, mas não existe. O que existe, quando se trata de internet, são possibilidades. As ferramentas disponíveis hoje nos permitem mensurar 100% das ações realizadas no meio online. Um sem-número de dados, estatísticas e palavras à espera de análise. É preciso colocar a mão na massa. Lembre-se: Dados, não achismo.

Muitas vezes basta apenas fazer o dever de casa. Estar na hora certa e no lugar certo. É preciso estar disponível para o seu usuário. Uma das vantagens da atuação em mídias sociais é a atemporalidade. Não precisamos de trinta segundos para uma idéia. Precisamos apenas de um argumento convincente. A idéia permanece lá, está feito.

As Redes Sociais são como uma grande praça, ou grande mercado central. Imagine 55 milhões de usuários conectados ? atemporais, únicos e independentes. Toda essa multidão está pronta para comprar sua marca, seu produto, seu conceito. Cada clique traz uma nova possibilidade. E é exatamente aí que você (anunciante ou agência) deve intervir ? de maneira simples e descomplicada.

Como todos sabem, Social media é um produto único. Um produto que sempre existiu, mas nunca esteve a venda como está agora. Diante disso, muitas são as possibilidades de trabalho. A era do alcance está aí para todos. Quem quer vender?

Mídia social não é tudo isso que dizem

Postado por Fabricio Gimenes | Categorias Dicas | Postado em 01-02-2010

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O fenômeno das mídias sociais há algum tempo caiu nas graças do público. Especialistas, ou não, em internet divagam sobre como essa “nova” mídia pode alavancar ou derrubar um negócio. Mas a verdade é que todo mundo está errado. Estão todos presos num grande equívoco chamado Lugar Comum.

Nos dias atuais onde, graças ao Mr. Google, a informação é um bem público, livre e democrático – todo internauta se diz analista de mídias sociais ou especialista em métricas. Em tese, todos sabem o beabá das ações nesse tipo de rede. Contudo é preciso sair do quadrado. Fazer diferente.

É preciso lembrar que mídia social é algo muito anterior ao avanço da internet. Mídia social sempre existiu, sem nome ou URL ela sempre esteve aí – off-line.  Um restaurante que indicado por um amigo, um carro que você comprou pelo parecer do colega do futebol.  Tudo isso sempre foi entendido como mídia social.

Os avanços tecnológicos deram um upgrade na coisa. Todas as ferramentas da chamada web 2.0 propiciaram mais do que o mundo off-line estava acostumado, propiciaram possibilidade de interação. E é aí que está o ponto central da discussão. É você que deve estar preparado para interagir. Leia-se interagir como opinar, prestar assistência e estar preparado para admitir que talvez o seu produto ou serviço não seja tão bom quanto você pensa que é. As métricas sociais lhe darão parâmetros para mudar e reinventar seu produto ou serviço. Já disseram por aí que o melhor anúncio é um bom produto – e é verdade. Através de ações consistentes e a mentalidade aberta você poderá identificar o problema e fazer algo sobre.

Interação é opinião, a única certeza

Quando uma marca, produto ou evento abre as portas para a discussão na web, não se pode ter certeza de quase nada. As tendências de consumo dependem de fatores diversos, como o contexto, qualidade e até mesmo o acaso. A única constante no processo com mídias sociais é de que cada interação irá gerar uma opinião. Inclusive a falta de interação.

Recentemente alguns senadores brasileiros começaram a cogitar a possibilidade de realização de audiências públicas via Twitter. Tudo isso de olho, claro, nas facilidades e diversidades de coletar opiniões. Essa ponderação é uma prova de que as redes de relacionamento existentes hoje são, na verdade, um mar de opiniões, mas que só servem para alguma coisa se alguém (você!) estiver disposto a dar ouvidos a ela.

A percepção desse potencial tem levado algumas empresas a destinar boas fatias de suas verbas na implantação de redes sociais internas. O entendimento de que cada funcionário detém um potencial capital social e que não há nada melhor para a produtividade do que estar bem próximo desse indivíduo.

As mídias sociais não são tudo isso que dizem, diz o título deste artigo. E não são mesmo. “Isso“ que as empresas tanto buscam nas mídias sociais, como uma receita de bolo, não existe. “Isso” só depende de você mesmo. Mídia social não é a chave, mas sim a fechadura.